terça-feira, 15 de novembro de 2011

Capítulo 4 - Caipirinha com pimenta é igual a amor?

Agente Sprite, quando chegou em casa, começou a tomar bronca da capivara que o tinha comprado no mercado livre. Revoltada, ela grunhia como se quisesse dizer que já estava de saco cheio com o prejuízo que estava tendo com a compra do agente. Ela tinha razão.

O agente foi para seu quarto, triste com a vida, tudo que fazia no cotidiano não rendia o resultado esperado, ou pelo menos rendia algo totalmente não aceitável, como por exemplo, médias negativas e ser expulso por pombas do centro da cidade. O pobre garoto estava triste. Para amenizar, foi jogar, pois estudar e adquirir conhecimento eram coisas levianas, proibidas em sua filosofia de vida. Acabou adormecendo logo em seguida, no bidê do banheiro.

Quando acordou, logo percebeu que tinha perdido hora, pois a aula dele havia começado bem antes das 11 horas da manhã. Também estranhou a capivara não tê-lo acordado, pois ela era meio rigorosa quanto a horários. Saiu de seu quarto, tomou o café da manhã, assistiu um pouco de TV Globinho e enfim percebeu que os gritos vindos de fora de casa estavam se tornando irritantes. Oras, gritos, explosões, batidas de carros e tiros eram coisas chatas de se ouvir, fora dos jogos. Foi lá na frente de casa para ver o que estava acontecendo.

Foi colocar os pés fora de casa e viu logo uma cena perturbadora, sua capivara totalmente jogada no portão da frente de sua casa, morta, e em cima dela 4 pessoas a devorando. Como fiel escravo que era o agente logo foi tirar satisfações. Quando começou a gritar com as pessoas, percebeu que algo de errado estava acontecendo, pois ele só conseguia falar, gritar, enfim se comunicar assoviando. Nem ele mesmo conseguia decifrar o que dizia, pois só parecia um passarinho bêbado piando. Percebeu também que tinha chamado a atenção dos quatro assassinos de capivara. E que estas quatro pessoas estavam totalmente deformadas, com partes do corpo extraídas, putrefatas, pintadas de azul calcinha. Era uma cena horrível. O agente tentou gritar, mas novamente, saiu um assovio.

Voltou correndo para dentro de casa, ligou para a polícia, mas errou o número, e acabou discando para a prefeitura, mas como ninguém tinha atendido mesmo, foda-se. Procurou pela casa algo que pudesse servir de arma, e tudo que encontrou foi um retrato da detentora dos seus direitos, a pobre e morta capivara. O agente queria chorar, mas até nisso saia assovio. Então o mesmo decidiu que era hora de algo mais ousado, ele iria enfrentar os quatro zumbis sozinho, de mãos nuas (mentira, ele iria usar luvas de limpar banheiro).

Mas a falta de coragem falou mais alto, ele pulou o muro do quintal e saiu correndo pelas ruas.

Entretanto, descobriu que aquilo não era um incidente isolado. A cidade estava tomada por zumbis, que saiam de tudo quanto é canto. Foi neste momento que o agente descobriu outra coisa peculiar, não importava o tanto de pessoas normais que ainda estivessem nas ruas fugindo, os zumbis sempre iam na direção do agente. Parecia que ele atraía os mortos vivos. Logo o coitado corria de aproximadamente uns 40 zumbis.

E o agente correu, sem rumo, assoviando às vezes, mesmo que não fosse exatamente isso que ele quisesse fazer quando abria a boca. Tentava, de forma ineficaz, virar todas as vezes que chegava a algum cruzamento, a fim de despistar os zumbis. Cada vez tinha mais mortos vivos em sua cola. Ele precisava pensar em algo com urgência, senão ele estaria fudido. Procurou pensar em várias soluções diferentes, mas diferentemente do Left 4 Dead, ele não tinha arma nenhuma, muito menos munição a dar com pau. Assistir Mais Você também não iria ajudar muito. Programar? Nem em dias normais, tolinhos. Pular de paraquedas era muito inviável para o momento. Votar era uma ótima pedida, mas não tinham eleições acontecendo naquele momento. Enfim, ele decidiu que continuar correndo seria o mais apropriado.

Após correr por aproximadamente 8 terços de mol de avos, ele visualizou algo estranho, um pequeno japonês gritando pelas ruas. O estranho era que este japonês soltava fogo pelos olhos, incinerando os zumbis ao seu redor.

Ao se aproximar, percebeu que este era um conhecido, e logo assoviou, querendo gritar “Buda!”.

Continua...

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