O dia estava acontecendo de forma bastante banal, sem nenhuma grande surpresa aparente. Sprite rolava na grama da faculdade, brincando com os vira latas locais (na verdade, ele estava sendo rejeitado pelos animais, que brincavam separados do agente). Kronos pulava amarelinha dentro da sala de aula, durante uma prova, em uma turma que ele não conhecia absolutamente ninguém. E quando foi convidado a se retirar da sala, ficou rosnando para todos, mostrando os dentes de forma ameaçadora. Agente 14 dançava Macarena no pólo, escutando Volare. Tudo isso no colo de Credilei. Credilei tentava sair da situação desagradável. Buda havia ido comer em um restaurante local, apenas para na hora de pagar, plantar uma c4 em uma parede qualquer e fugir, mesmo o local sendo aberto e de fácil fuga. Jhon defecava, na rotatória da faculdade, logo abaixo do escudo da mesma. Renanzim entrava no terminal, ia de ônibus em ônibus pedir dinheiro para pagar o ônibus, para enfim sair do terminal, e logo depois voltar para fazer exatamente o mesmo procedimento.
Randon, entretanto, estava encarregado de uma árdua missão, arrumar um laboratório químico. Esta era sua tarefa simples, designada pelo professor que havia aplicado a prova impossível para alunos que não estudam. Entretanto, o laboratório nunca havia passado por nenhum tipo de organização. Tudo estava jogado em qualquer lugar, e obviamente não seria Agente Randon que tornaria o local algo correto. Ele quebrava vários e vários frascos e bebia os líquidos para ver se eram saborosos, até restar apenas um único frasco, e alguns poucos líquidos. Algum neurônio de Randon se manifestou dizendo que se ele juntasse tudo e bebesse, o gosto seria exatamente igual ao de mingau. E ele o fez. Misturou tudo e deu um gole, cuspindo logo em seguida, após sentir o gosto diferente de mingau. O líquido era tão agradável que antes mesmo de chegar ao chão, havia evaporado.
Antes de Randon sair da sala, ele ainda tentou lamber os cacos de vidro para confirmar se o líquido não era mesmo mingau. Cortou a língua.
Enquanto passeava pelo pavilhão principal da faculdade, visualizou Sprite rolando no mato. Envergonhado, foi fazer o mesmo. Buda e Kronos passavam pelo mesmo local quando viram os dois. Enojados, Buda foi lá e ficou dando cambalhotas, para frente e para trás, e Kronos ficou de ponta cabeça e começou a girar como um peão. Jhon quando passou por lá ficava subindo nos bancos e se jogava no chão, na parte cimentada, batendo com a cara no chão. Agente 14, ao ver aquilo, dançava e cantava músicas do Tribalistas. Agente Renanzim foi lá e ficou corrigindo as posturas dos agentes, além de ser o animador local. Os demais filmavam e riam daquilo. Os cachorros saíram do local, envergonhados.
Depois de proporcionarem tal ato, os agentes foram descansar um pouco, indo dormir na porta da biblioteca, atrapalhando o movimento no local. Enquanto dormiam, debatiam sobre o que cada um imaginava fazer em um futuro próximo, como profissionais.
-Eu pretendo ficar me vendendo no mercado livre, fugir e me colocar à venda novamente. – disse um deles.
-Ahhh, eu já quero ser o pimpolho da minha mamãe pelo resto da minha vida. – retrucou outro.
-Eu pretendo me tornar um grande profissional do prazer. – respondia mais algum.
-Meu sonho é programar. – disse um menos afortunado, e todos riram deste.
Antes de partirem, ainda ficaram uivando na porta da biblioteca, e também avançavam em algumas pessoas de vez em quando, só para interagirem e fazer novas amizades.
Já na frente da faculdade, Agente Randon percebeu que havia esquecido suas calças no laboratório, e sugeriu para que seus amigos o acompanhassem, pois ele estava morrendo de vergonha daquele momento constrangedor (os cachorros e saguis locais riam do pobre agente).
E assim voltaram para o laboratório.
CONTINUA!!!
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