terça-feira, 25 de outubro de 2011

Capítulo 1 - Coadjuvantes de um coágulo inseguro.

Era um dia totalmente atípico para Agente Randon. O mesmo estava estudando, pois precisava tirar 14 na última prova para poder ficar com 3 de média e fazer RER (obviamente sem considerar a recuperação). Já era véspera da prova, por volta das 18 horas, e a prova seria 8 horas da manhã do dia seguinte. Randon sabia que precisava começar a estudar. Começar.

Entretanto, um incidente nada anormal aconteceu na hora que Agente Randon enfim pegou o livro: Agente Buda o chamou para jogar Borderlands. O desesperado agente não recusou a proposta, pois já estava muito cansado de estudar.

Em outro lugar oculto da cidade, Agente Renan prestava depoimento para uma entidade que cuidava de animais abandonados na rua, pois o mesmo confundiu o estabelecimento com a biblioteca (ele precisava dormir um pouco). Enquanto respondia as perguntas, ele resolveu perguntar se naquele local eles sabiam fazer tatuagens, pois era um grande sonho de Agente Renan pintar as unhas do pé esquerdo com tatuagens, pois isso era algo muito mais econômico, inteligente e próspero.

Agente Kronos e Agente Sprite, no entanto, jogavam Magic na biblioteca da faculdade, enquanto tomavam uma Coca-Cola. Para evitar danificar a mesa e tomar broncas dos funcionários do local, eles utilizavam livros antigos, empoeirados, raros e de valor inestimável como proteção. Sabiam como poucos usar o cérebro. Pena que não de forma inteligente.

Agente 14 estava trancafiado no banheiro do pólo, escutando Tribalistas. Enquanto cantava a música, ele olhava para a torneira e refletia consigo mesmo sobre a possibilidade de existir mato cor de bosta de lagartixa-velha-depressiva em algum planeta fora do sistema solar. Para variar, algo que realmente influenciaria de forma incisiva na economia global. Mais um pensamento digno de um grande estudante, dotado de um QI invejável (invejado por pássaros que não sabiam voar), e com um currículo totalmente livre de aprovações.

Credilei fingia que jogava xadrez no pólo, sendo que na verdade, o mesmo arquitetava um plano maquiavélico que consistia em assumir o controle da faculdade local, usando como exército os saguis que residiam no local. Menino astuto é outra coisa.

Enfim, um dia normal estava chegando ao seu final, onde pessoas comuns existiam e conviviam normalmente. Infelizmente, esta situação de tranquilidade estava por ruir, pois em breve um evento iria mudar o rumo de todos.

O novo dia havia começado, e com ele, o desesperado Randon terminava de preparar sua cola. Sabia que era tudo ou nada, sabia que tinha se esforçado ao máximo para se preparar para a prova, mas que, naquele momento, nada mais poderia ser feito. O negócio era ter fé, uma boa cola e comer paçoca. E assim o garoto foi para a faculdade, de cabeça erguida, triunfante, pois aquele seria um grande dia, um dia de muitas glórias, muitas conquistas, um dia de muitas promoções na Steam. E ele partiu, sem a cola, pois havia esquecido.

Buda, 14, Kronos, Sprite também estavam indo para a faculdade, pois tinham seus afazeres também por lá. Renan ainda dormia, abraçado com seu ursinho carinhoso de estimação.

A prova estava impossível para Agente Randon. Tudo era misterioso, aquelas variáveis indecifráveis, aquelas perguntas sem nexo, aqueles alunos estranhos, aquele papel em branco que de fato não era sua cola. Randon sabia que todo o seu estudo estava sendo em vão, e se arrependia por ter perdido 18 minutos estudando, sendo que com este tempo ele poderia muito bem ter evoluído mais um precioso level no Borderlands. Mas agora era tarde. Entretanto, o corajoso agente, antes de sair da sala ao entregar a prova, subiu na mesa do professor e começou a dançar a imponente Dança do Gorila na mesa, para desestabilizar os demais alunos. Assim ele se vingaria, não iria pro saco sozinho. Randon estava se vingando pelas injustiças no mundo.

O professor, abismado com tamanho talento, resolveu chamá-lo para uma conversa.

-Bom, ao que parece você decidiu ser expulso da faculdade, não é mesmo, meu jovem?

Randon continuava dançando na frente do professor, ignorando a pergunta.

-Tudo bem então. Mas eu poderia facilitar a sua vida, sabe... Se você fizesse um pequeno favor para mim, quem sabe eu não te aprovo nisso e ignoro esta dança patética...

Randon ficou imóvel. Qual seria o pequeno favor?

Continua...

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