segunda-feira, 16 de julho de 2012

Capítulo 18 - Eu sou primal


Renanzim acordou em um lugar desértico. Além de areia tinha Renanzim. Por causa do calor, o agente tentou fingir de morto, para ver se o sol não o via e por fim não o castigava. Pela lógica, não deu certo. Mas na realidade, não funcionou também. Revoltado, o agente se levantou, deu um chute na areia, e parte dela foi parar nos olhos dele.

Mais revoltado ainda, ele resolveu andar, pois qualquer coisa que ele fizesse, no mínimo ele seria o culpado no fim das contas. Mas por mais que ele se movimentasse, ele não ia para lugar algum, pelo menos ele não conseguia ter noção de absolutamente nada. Tudo era areia. O máximo que o agente visualizou foi uma caravana distribuindo Gatorade, mas que ele julgou irrelevante e não perdeu tempo.

Quando anoiteceu, veio o frio. Estrategista genial como só ele, ficou nu, pois seus pelos corporais iriam protegê-lo. Curiosamente, não deu certo. Quando estava quase desmaiando, teve uma epifania que na verdade era uma galinha falante.

-Este não é seu lugar, agente. Você sacrificou todo o conhecimento que iria adquirir em seu curso para um bem maior, combater um mal muito mais perigoso. Você precisa sair daqui.

-Mas como eu faço isso? Eu não faço ideia de onde estou, muito menos como sair daqui.

-Para conseguir sair, você terá que despertar o seu eu interior.

-Um galo?

-Não, seu retardado.

-O que então?

-Outra galinha.

Jhon, o agente sedutor, irresistível para os insetos. Para os insetos. Ele acordou em uma cama em um hospital desconhecido, completamente amarrado, e em seus dois braços eram injetados algo que ele não sabia afirmar ao certo o que era.

Mas ele sabia que estava sofrendo de uma vontade irresistível de evacuar. E como não tinha ninguém mesmo, mandou ver, nas calças, do jeito que a criançada gosta.

Passadas 4 horas, a torneira anal não havia cessado. Cagava com gosto, sem misericórdia, sem perdão, com fúria, bravura e honra. Saia aos jatos, litros, parecia petróleo, mas era menos valoroso (infinitamente menos). Uma fada dos dentes entrou voando pelo quarto, com 3 máscaras tampando suas narinas, e começou a falar:

-É impressionante o resultado. Aplicamos doses cavalares de remédios para prender seu intestino, e você não para. É uma verdadeira fábrica de merda.

-Você não sabe como isso é bom.

-Você é que não sabe o quão ruim isso é para você. Quando eu sair deste quarto, ele não terá mais nenhuma saída nem entrada (i/o bound?, precisava mencionar isso). Assim, você morrerá com seu próprio veneno.

E a fada saiu. A princípio Jhon continuou mandando ver, sem hesitar, com gosto. Mas aos poucos, o mar marrom e aromatizado foi inundando o quarto, e o agente entrou em desespero, o que intensificou a diarreia.

-Merda, eu não acredito que vou ter a morte mais vergonhosa da história da humanidade. Eu vou morrer afogado na minha própria bosta. Socorro! Alguém me ajuda, por favor!

E os coliformes foram dominando o quarto até o momento que o agente ficou submerso...

CONTINUA!!!

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