Renanzim
acordou em um lugar desértico. Além de areia tinha Renanzim. Por causa do
calor, o agente tentou fingir de morto, para ver se o sol não o via e por fim
não o castigava. Pela lógica, não deu certo. Mas na realidade, não funcionou
também. Revoltado, o agente se levantou, deu um chute na areia, e parte dela
foi parar nos olhos dele.
Mais
revoltado ainda, ele resolveu andar, pois qualquer coisa que ele fizesse, no
mínimo ele seria o culpado no fim das contas. Mas por mais que ele se
movimentasse, ele não ia para lugar algum, pelo menos ele não conseguia ter
noção de absolutamente nada. Tudo era areia. O máximo que o agente visualizou
foi uma caravana distribuindo Gatorade, mas que ele julgou irrelevante e não perdeu
tempo.
Quando
anoiteceu, veio o frio. Estrategista genial como só ele, ficou nu, pois seus
pelos corporais iriam protegê-lo. Curiosamente, não deu certo. Quando estava
quase desmaiando, teve uma epifania que na verdade era uma galinha falante.
-Este
não é seu lugar, agente. Você sacrificou todo o conhecimento que iria adquirir
em seu curso para um bem maior, combater um mal muito mais perigoso. Você
precisa sair daqui.
-Mas
como eu faço isso? Eu não faço ideia de onde estou, muito menos como sair
daqui.
-Para
conseguir sair, você terá que despertar o seu eu interior.
-Um
galo?
-Não,
seu retardado.
-O que
então?
-Outra
galinha.
Jhon, o
agente sedutor, irresistível para os insetos. Para os insetos. Ele acordou em
uma cama em um hospital desconhecido, completamente amarrado, e em seus dois
braços eram injetados algo que ele não sabia afirmar ao certo o que era.
Mas ele
sabia que estava sofrendo de uma vontade irresistível de evacuar. E como não
tinha ninguém mesmo, mandou ver, nas calças, do jeito que a criançada gosta.
Passadas
4 horas, a torneira anal não havia cessado. Cagava com gosto, sem misericórdia,
sem perdão, com fúria, bravura e honra. Saia aos jatos, litros, parecia
petróleo, mas era menos valoroso (infinitamente menos). Uma fada dos dentes
entrou voando pelo quarto, com 3 máscaras tampando suas narinas, e começou a
falar:
-É
impressionante o resultado. Aplicamos doses cavalares de remédios para prender
seu intestino, e você não para. É uma verdadeira fábrica de merda.
-Você
não sabe como isso é bom.
-Você é
que não sabe o quão ruim isso é para você. Quando eu sair deste quarto, ele não
terá mais nenhuma saída nem entrada (i/o bound?, precisava mencionar isso).
Assim, você morrerá com seu próprio veneno.
E a fada
saiu. A princípio Jhon continuou mandando ver, sem hesitar, com gosto. Mas aos
poucos, o mar marrom e aromatizado foi inundando o quarto, e o agente entrou em
desespero, o que intensificou a diarreia.
-Merda,
eu não acredito que vou ter a morte mais vergonhosa da história da humanidade.
Eu vou morrer afogado na minha própria bosta. Socorro! Alguém me ajuda, por
favor!
E os
coliformes foram dominando o quarto até o momento que o agente ficou
submerso...
CONTINUA!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário