Em uma casa desconhecida, chegou pela sexta vez o
moço do Sedex, de saco cheio por ter sido burro em não levar todas as
encomendas de uma vez só. Entretanto, ele havia deixado uma sétima encomenda
para trazer depois, ainda no mesmo dia. Jogou de qualquer jeito o pacote na
frente da casa.
Era uma encomenda grande. Todos os pacotes eram
enormes, e pesados. Alguns mal cheirosos. Em cada encomenda, havia um agente C.
Aos poucos, eles foram saindo de dentro das embalagens, e colocando a conversa
em dia. Mas como ninguém tinha assunto, ficaram rosnando.
Buda, Randon, Sprite, 14, Renanzim e Jhon estavam
lá. Não haviam percebido, mas Kronos ainda não estava lá. Passado algum tempo,
o carteiro veio novamente. Só que, ao invés de trazer uma encomenda contendo
Kronos, ele trouxe apenas uma carta. Entregou sabiamente para 14, que começou a
ler:
“Seu amigo foi capturado pelas forças do mal. Vocês
precisam unir o conhecimento adquirido com este tempo que passaram sozinhos, e
ajudar a resgatá-lo. Ele corre sério perigo.”
-Perigo de que? – perguntava Randon para si mesmo...
-Tá Randon, vai lá, pega o ossinho, vai. – Buda,
após falar isso, jogou um pequeno osso para o agente ir brincar. – Como nós
vamos encontrá-lo? Sequer sabemos onde estamos.
-Nós estamos em uma casa. – respondeu Jhon.
-Sério, e como você sabe? – insistiu Buda.
-Porque está escrito na placa: “Aqui é uma casa”.
-Nossa, é muito sua cara esta residência, seu
idiota. Eu não me surpreenderia se fosse você que morasse aqui...
-Mas é a minha casa mesmo, caralho. Vamos entrar um
pouco, tenho que depilar minhas unhas dos pés.
-Jhon, eu acho que você quiser dizer outra coisa, né,
amigo? – disse 14.
Quando entraram, o agente óbvio foi buscar cera
quente, passou em suas unhas, e começou a se depilar. Do lado de fora da casa,
ouviram uma explosão, mas logo constataram que não era nada demais, apenas
Randon que tinha morrido para um ovni.
14 resolveu começar a conversa com uma pergunta
direta: “Qual amigo mesmo que está faltando?”.
E começaram a pensar. Sem sucesso. Não conseguiam se
lembrar de nenhum amigo ausente naquele lugar, fora o falecido do capítulo, mas
que também não fazia falta para eles. Passados alguns minutos, o carteiro
novamente bateu na porta da casa, desta vez para entregar um bilhete. Entregou
para Jhon.
O agente engoliu e comeu o papel. Uma hora depois,
veio o carteiro, com uma escopeta nas mãos, entregar aquele que ele adoraria
ser a última carta do dia. Mas era um telegrama legal do Gugu, que por ser
zumbi, foi incinerado por Buda. Em seus restos mortais, havia um bilhete ainda
não carbonizado, que 14 pegou e leu: “Quem está faltando é o Kronos, porra”.
O agente deu uma olhada na janela da casa e viu um
idiota mumificado escrevendo os bilhetes, que saiu correndo quando viu que foi
detectado. Nenhum dos agentes quis ir atrás da múmia, estavam preocupados mesmo
era se Kronos estava se alimentando bem.
-Onde será que ele pode estar? Como vamos encontrá-lo
se sequer sabemos para onde ele foi levado? – perguntava Renanzim.
-Eu sei como encontrá-lo. – afirmou Jhon, já com as unhas
dos pés impecáveis.
-Como? – perguntou Sprite.
-Eu vou farejá-lo. – respondeu o moço das unhas dos
pés recém-depiladas.
Continua...
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