quarta-feira, 9 de maio de 2012
Capítulo 17 - Os super canários de 1975
Buda abriu os olhos e viu que estava em um lugar diferente do habitual. Ele era poligonal, e possuía um corpo feminino. Apesar disso, ainda soltava chamas pelos olhos. E se queimava com isso. Tanto fisicamente, quanto moralmente. Ele estava situado no alto de uma torre fortificada. Várias armadilhas estavam acopladas no local, enquanto Buda descia pela torre. Ele descobriu as armadilhas de uma forma inteligente, caindo nelas. No total ele perdeu apenas 207 hp. Ao chegar no térreo, encontrou aproximadamente 70 outros personagens, e para sua surpresa, estavam lá exatamente para matá-lo.
-O que que tá acontecendo aqui? - gritou Buda.
-Matem o boss, matem o boss. Se derrotarmos ele, pegaremos o loot mais raro do Barbie MMO.
Buda quando ouviu isso, arregalou os olhos. Incinerou uns 20, deixando eles no red supremo. Aproveitou o descuido do grupo e saiu correndo, sem rumo definido. No trajeto encontrou personagens desprovidos de talentos, que ao invés de fugirem do perigo, falavam "Mim dá um item". Buda os incinerou. No caso dos infelizes, dead para eles.
O jovem agente correu por vários quilômetros, pois sua stamina era alta por lá. Quando enfim encontrou uma cabana. Lá havia alguns inimigos mais fracos. Buda tratou de derrotá-los, sem dificuldades. Se sentou por algum tempo. Precisava saber o que estava acontecendo. Onde ele estava de fato. Como ele havia parado lá.
Para sua surpresa, encontrou um bilhete. Pegou e começou a ler. Lá estava escrito:
"O conhecimento te cega. O Estado paga muito caro para manter o aluno em uma faculdade. A porta serial de saída é a mesma da de entrada. Uma vez aqui dentro, você só sai completando esta quest. Eu sou bonito, mais do que aquele que rola no mato e come capim. Assinado: AB8085"
-O que ele quis dizer com isso? - pensou Buda.
Sobre sua cabeça apareceu a mensagem "Your questlog has been updated". Ainda sem saber o que fazer, Buda pensou em dar um alt tab e procurar por algum spoiler da dita quest, mas logo se recordou que ele não estava em um computador, ele era o char. Para sua tristeza, começou a cantar "Para sua alegria" em sua mente. E se lembrou do mais importante, ele não gostava de cortar as unhas dos pés, e também achava o Alexandre Pires um ótimo cantor.
Em outro lugar que nem na puta que pariu se situa, 14 acordava. Ele não conseguia reconhecer o lugar, assim como todos os outros agentes não haviam reconhecido (ou seja, isso já é algo conhecido por default). Felizmente, ele não estava mais dentro de um peão. Muito menos era subalterno de Kronos. Enfim, parte da tortura psicológica havia terminado.
Começou a avançar para qualquer direção dançando, com seus pés de cartilagem. Dançou I Will Survive, IMCA, Bossa Nova, Créu e por fim Dancing Queen. Gritava de alegria, de felicidade, de vontade de programar. Gritava tão alto, que começou a escutar vozes se esgueirando por trás das paredes. Neste momento, ele percebeu que não estava sozinho. E pouco depois descobriu que seu pesadelo estava começando novamente, mas em uma dose muito mais intensa. Vários Kronos trajados como índios (alguns com tangas, alguns nus, e todos com pinturas estranhas por todo o corpo) começaram a cercar o agente. De tanto ódio, 14 se transformou em SuperSayajin, e começou a espancar os Kronos, que apenas soletravam Pokemon, Pokemon. Colocou vários para dormir, mas os clones eram muito mais numerosos do que ele imaginava. Tirou a peruca loira, as lentes de contato azuis, voltou ao normal, e saiu correndo. Os clones de Kronos logo atrás dele.
-O que vocês querem de mim? - gritava o agente enquanto corria, desesperado.
-Pokemon, pokemon, pokemon... - grunhiam os Kronos.
14 correu para uma cabana, lá dentro começou a procurar por objetos que poderiam servir para um possível combate. Mas tudo que ele tocava se transformava em Kronos. Ele gritava desesperado, não sabia para onde ir, não sabia sequer como se livrar da situação. Voltou a correr, agora chorando. E a Kronaiada atrás dele. Correu por vários minutos, até, sem forças, tropeçar, e cair no chão. Não conseguia mais levantar, e só viu a multidão de Kronos se aproximar.
Desesperado, tentou se voltar para o outro lado e sair correndo, mesmo que fosse engatinhando. Porém, o que ele havia tocado no chão havia se transformado em Kronos, que já havia agarrado o braço dele. Quando todos se aglomeraram em cima de 14, só foi possível ouvir um grito que continha desespero, ódio, tristeza e por fim azeite de oliva.
-NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!
Continua...
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