sábado, 17 de março de 2012

Capítulo 11 - Estudei muito hoje, hora de estudar mais um pouco

Chovia forte naquele dia. Randon rolava na terra úmida da parte externa do Tiro de Guerra. Buda bebia água empoçada em um canto qualquer. Sprite procurava aprender como amarrar os sapatos, mesmo usando chinelo. O progresso era inexistente, eles não procuravam por suprimentos ou armas. Raramente procuravam por bolas de gude, pois eles julgavam primordial para a existência do grupo. Entraram enfim na construção que haviam sido designados a averiguar. Lá dentro, eles estavam em um corredor reto, longo, bem iluminado, sem nenhuma porta nas paredes, apenas na outra extremidade do corredor, entretanto ela já estava aberta. Eles se perderam.

No outro grupo, Renanzim procurava entender o motivo de não estarem mais lançando a revista Contigo. 14 e Kronos procuravam por toda a parte por algo que poderia ser usado, mas infelizmente não estavam obtendo grande sucesso. Haviam encontrado um facão, e algumas latas de conservados. Entretanto, foram surpreendidos pelos gritos de Jhon, que dizia ter encontrado algo muito importante. Todos se animaram e correram para o encontro do agente. E se depararam com ele abraçando e acariciando uma privada, gemendo e grunhindo que aquilo era a coisa mais importante do mundo. Kronos usou 14 para bater nele.

Saíram do prédio, e começaram a esperar pelo outro grupo. Mas este segundo grupo estava demorando muito para retornar. 14 sugeriu que deveriam procurar por eles, pois estava com um mau pressentimento. E foram. Ao chegar lá, encontraram, na porta, Randon, Buda e Sprite agachados em um canto do corredor chorando. Kronos perguntou o que havia acontecido, quando foi surpreendido por um abraço dos 3 agentes, que aos choros falaram que estavam perdidos.

-Como vocÊs deram conta de se perder, seus imbecis? Isso aqui é um corredor, basta ir reto que vocês chegam no fim dele. E olhem bem, no fim do corredor chegaremos na cozinha aqui do tiro. Vocês são muito imprestáveis, puta que pariu. - gritava Renanzim.

-Renanzim, não é a cozinha não cara, olha direito. Ali é a sala de armas, cara.... - respondeu 14.

-Não interessa, é a mesma coisa. - gritou Renanzim em resposta.

E foram para o fim do corredor. Lá havia diversos tipos de armas, dos mais variados formatos. Kronos e 14 escolheram quais levar, para evitar qualquer cagada. Equilibraram bem os tipos, levando uma boa quantidade tanto de armas brancas, como armas de fogo com uma quantidade razoável de munição. Kronos decidiu que seria mais prudente irem com algum veículo relativamente resistente. Nas redondezas do tiro, ele havia visto um mini ônibus, que seria o ideal para transportar os agentes, comida e as armas.

Ao chegarem no veículo, já com as armas e comida encontradas, checaram a quantidade de combustível no ônibus, e entenderam que seria necessário encher o tanque, pois já estava quase vazio. 14 deduziu que não seria prudente procurarem em um posto de gasolina na região central da cidade, pois lá haveria muitos inimigos. Infelizmente para todos, Randon assumiu o controle do veículo antes de qualquer outro e saiu dirigindo alucinadamente, achando que aquilo era um tromba tromba de parques de diversão. Acabou colidindo com uma casa, explodindo o veículo e a ele mesmo, junto com as armas e comida. 14 jurou para si mesmo, que no respawn seguinte do agente, ele seria a causa da morte do mesmo.

Após o incidente, eles puderam reaproveitar apenas algumas latas de comida, duas glocks, um rifle e quatro caixas de munição para glock.

Entretanto, a sorte estava ao lado deles. Após Buda apontar para um veículo perguntando se ele servia para o transporte deles. Era parecido com um ônibus convencional, mas mais resistente, e lá dentro havia muitos suprimentos, e armas. Estava estacionado na frente do Tiro de Guerra... Estava com uma quantidade baixa de combustível, entretanto.

Sprite deu a idéia de irem para o estacionamento da principal frota de ônibus da cidade, pois lá era distante da região central e provavelmente haveria sucesso em encontrarem combustível. Todos ficaram olhando para ele, com os olhos arregalados, inclusive alguns zumbis nas redondezas. Pela primeira vez, ele havia elaborado uma idéia que consumia mais que 3 neurônios funcionais.

E o grupo partiu para o local, com Jhon dirigindo. Ao chegar lá, perceberam duas coisas interessantes. A primeira é que o lugar estava funcionando normalmente, pois conforme já havia sido dito, o transporte público permaneceu inalterado após o incidente que transformou quase todos em mortos vivos. E o segundo, o lugar ficava ao lado do cemitério. Assim, a região estava mais ou menos igualmente povoada por zumbis, se comparado ao centro da cidade.

Quando o aglomerado de mortos vivos se voltou contra o veículo que os agentes estavam, todos começaram a gritar uns para os outros. "Aonde vamos agora?", "O que faremos?", "Precisamos agir, e rápido", "Eu tenho mais DPs que você", "Não, eu fui eleito o aluno mais burro da histórias das universidades", eram as coisas mais proferidas pelos agentes. No final das contas, Jhon, acelerou o ônibus e saiu de lá, saindo da cidade. Para onde eles iriam? PlayCenter? Beto Carrero? Ou para uma região fortificada, procurar por segurança?

Continua...

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